Tradições

A ocupação humana em Cedrim é muito anterior à fundação de Portugal. No Monte do Castêlo existiu um castro pré‑romano, onde foram encontrados artefactos como um machado de pedra e cerâmica, testemunhando a presença de comunidades proto-históricas. Ao longo da Idade Média, Cedrim surge em documentos com várias grafias, Cedarim, Zedarim, Cedari ou Sedrim, revelando a sua antiguidade e evolução linguística.
No século XI, Cedrim possuía um mosteiro beneditino, cuja existência está documentada em 1017 e 1050. Este mosteiro foi visitado em 1117 por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, quando se deslocava às Caldas de Lafões. A presença religiosa marcou profundamente a freguesia, deixando vestígios arquitetónicos e culturais que ainda hoje são visíveis.
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Tradições
de  Canelas

Histórias que Moldam a Identidade da Terra
Freguesia de Canelas
Tradições

Histórias que Moldam a Identidade da Terra

Canelas é uma freguesia onde o passado continua vivo nas palavras dos mais velhos e nos caminhos que atravessam montes, penedos e fontes antigas. As lendas que aqui nasceram explicam fenómenos, justificam paisagens e alimentam o imaginário colectivo. São histórias transmitidas de geração em geração, preservando a memória e o encanto desta terra do Arouca.
Como se cantava em Canelas:
Nesta freguesia esta muito presente na memória dos mais velhos as cantigas que antigamente e ainda hoje se cantam. Aqui podem encontrar vários exemplos:

Eu venho d'ali

Refrão: Eu venho d'ali, d'ali Eu venho d'ali d'além De regar o laranjal Que tantas laranjas tem. Que tantas laranjas tem Tem a folha miudinha À sombra do laranjal Enganei uma menina Enganei uma menina Enganei uma donzela Prometilhe casamento E agora caso com ela. E agora caso com ela Sem minha mãe saber Só se a morte me levar Ou a terra me comer. “Agora é que pinta o bago” Refrão: Agora é que pinta o bago Agora é que anda o pintor (bis) Agora é que vou falar Deveras ao meu amor (bis) Quando eu era pequenina Ai usava sapato branco (bis) Agora que sou casada Uso verga no tamanco (bis) Refrão Quando eu era pequenina Usava fitas e laços (bis) Agora que sou casada Trago os meus filhos nos braços (bis) Refrão

Viva Canelas

Viva a nossa terra Desde a beira rio O’ alto da serra Mocidade, Mocidade Pelos campos verdejantes Faz lembrar a tua terra A vida que era d’antes Coro Lua da nossa terra Tem mais brilho e beleza Não terra mais bonita Não há outra concerteza Coro Pelos campos verdejantes Umas moças engraçadas Há risos e alegrias Nas noites das desfolhadas Coro

Eu venho de lá de cima

Eu venho de lá de cima Da terra do mineral ainda aqui trago uma china ~ No bolso do avental No bolso do avental Na barra do meu vestido Menina eu vou pra guerra Deixa m’ir dormir contigo Deixa m’ir dormir contigo Uma noite não é nada Eu entro pelo escuro Saio pela madrugada Nem entras pelo escuro Uma noite não é nada Eu entro pelo escuro Saio pela madrugada Não entras pelo escuro Nem sais pela madrugada Eu sou rapariga nova Não quero ser difamada Não quero ser difamada Nem por ti nem por ninguém Eu não quero que difame A filha que o meu pai tem.

No alto daquela serra

No alto daquela serra Esta um lenço, esta um lenço de mil cores (bis) Está dizendo viva, viva (bis) Morra quem morra quem não tem amores (bis) Coro No alto daquela serra Tem meu pai, tem meu pai um castanheiro Dá castanhas no Outono Folhas brancas folhas brancas em Janeiro Coro Ajoelha-te aos meus pés e reza Reza a tua oração Levanta-te amor levanta-te Amor do meu coração A folha do castanheiro ó ai ó larilolela Tem biquinhos como a renda ó ai Quem tem um amor bonito Ò ai não pode ter melhor prenda. Refrão: Nasce logo redondinha. A laranja quando nasce Olha a laranja, olha o limão Olha a laranja que não cai ao chão. Minha mãe casa-me cedo Aí enquanto sou rapariga Aí enquanto sou rapariga Refrão: O milho sachado tarde Ai não dá palha nem espiga Ai não dá palha nem espiga Refrão

Eu venho d'ali

Refrão: Eu venho d'ali, d'ali Eu venho d'ali d'além De regar o laranjal Que tantas laranjas tem. Que tantas laranjas tem Tem a folha miudinha À sombra do laranjal Enganei uma menina Enganei uma menina Enganei uma donzela Prometilhe casamento E agora caso com ela. E agora caso com ela Sem minha mãe saber Só se a morte me levar Ou a terra me comer. “Agora é que pinta o bago” Refrão: Agora é que pinta o bago Agora é que anda o pintor (bis) Agora é que vou falar Deveras ao meu amor (bis) Quando eu era pequenina Ai usava sapato branco (bis) Agora que sou casada Uso verga no tamanco (bis) Refrão Quando eu era pequenina Usava fitas e laços (bis) Agora que sou casada Trago os meus filhos nos braços (bis) Refrão

Viva Canelas

Viva a nossa terra Desde a beira rio O’ alto da serra Mocidade, Mocidade Pelos campos verdejantes Faz lembrar a tua terra A vida que era d’antes Coro Lua da nossa terra Tem mais brilho e beleza Não terra mais bonita Não há outra concerteza Coro Pelos campos verdejantes Umas moças engraçadas Há risos e alegrias Nas noites das desfolhadas Coro

Eu venho de lá de cima

Eu venho de lá de cima Da terra do mineral ainda aqui trago uma china ~ No bolso do avental No bolso do avental Na barra do meu vestido Menina eu vou pra guerra Deixa m’ir dormir contigo Deixa m’ir dormir contigo Uma noite não é nada Eu entro pelo escuro Saio pela madrugada Nem entras pelo escuro Uma noite não é nada Eu entro pelo escuro Saio pela madrugada Não entras pelo escuro Nem sais pela madrugada Eu sou rapariga nova Não quero ser difamada Não quero ser difamada Nem por ti nem por ninguém Eu não quero que difame A filha que o meu pai tem.

No alto daquela serra

No alto daquela serra Esta um lenço, esta um lenço de mil cores (bis) Está dizendo viva, viva (bis) Morra quem morra quem não tem amores (bis) Coro No alto daquela serra Tem meu pai, tem meu pai um castanheiro Dá castanhas no Outono Folhas brancas folhas brancas em Janeiro Coro Ajoelha-te aos meus pés e reza Reza a tua oração Levanta-te amor levanta-te Amor do meu coração A folha do castanheiro ó ai ó larilolela Tem biquinhos como a renda ó ai Quem tem um amor bonito Ò ai não pode ter melhor prenda. Refrão: Nasce logo redondinha. A laranja quando nasce Olha a laranja, olha o limão Olha a laranja que não cai ao chão. Minha mãe casa-me cedo Aí enquanto sou rapariga Aí enquanto sou rapariga Refrão: O milho sachado tarde Ai não dá palha nem espiga Ai não dá palha nem espiga Refrão
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